DEPUTADA AO PARLAMENTO EUROPEU

EUROPA COM CORAÇÃO

Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas – 70 anos de vida com olhos postos no futuro

Esta semana, celebramos no Parlamento Europeu os setenta anos sobre o início da já longa história do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D).

 

 

As origens daquele que é o mais antigo grupo político hoje presente no Parlamento Europeu, remontam à formação em setembro de 1952 do chamado Grupo Socialista que integrava os partidos socialistas dos então seis Estados-Membros com assento na Assembleia Comum da CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço) – assembleia cujo primeiro presidente foi precisamente um socialista, o belga Paul-Henri Spaak.

 

 

Apesar de não estar inicialmente prevista, a Assembleia Comum da CECA tomou em 1953 uma ação absolutamente pioneira no seio das instituições europeias e que marcaria toda a dinâmica da vida política do Parlamento Europeu anos mais tarde, ao decidir pela criação de grupos políticos e pela sua inserção nas respetivas regras de procedimento.

 

 

No espaço de um ano, o Grupo Socialista estabeleceria uma mesa e um secretariado permanente no Luxemburgo, tendo sido eleito para presidente o francês Guy Mollet da Secção Francesa da Internacional Operária.

 

 

A história do Grupo S&D segue não apenas paralela a todo o processo de integração europeia, mas entrelaça-se com o próprio projeto europeu desde a sua génese: da instituição da Comunidade Económica Europeia (CEE) e da Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM) em 1957, passando pela primeira reunião da Assembleia Parlamentar Europeia em 1958; até às primeiras eleições para o Parlamento Europeu em 1979. Dos resultados das primeiras eleições europeias, resultaria aliás a vitória do Grupo Socialista, então o maior grupo em número de membros eleitos.

 

 

Em processo paralelo, os partidos nacionais que integravam o Grupo Socialista organizaram-se para criar a Confederação dos Partidos Socialistas da Comunidade Europeia em 1974, a qual seria sucedida pelo Partido dos Socialistas Europeus (PES) em 1992. Como consequência, em 1993, o Grupo no Parlamento Europeu passou a designar-se Grupo do Partido dos Socialistas Europeus. Finalmente, em 2009, o Grupo conheceu a sua designação atual: Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, o S&D, num processo que espelha, tal como na vida das pessoas, a evolução de uma grande Família Política que foi conhecendo novos membros.

 

 

Importa aqui recordar que o Parlamento Europeu organiza a distribuição dos assentos parlamentares não por nacionalidades, mas por grandes grupos políticos. Os grupos políticos são por sua vez formados pelos deputados eleitos nas listas dos partidos dos Estados Membros que se reconhecem (e são reconhecidos obviamente) na mesma matriz de pensamento e de valores, que se reconhecem na partilha de mundivisões sobre a sociedade e o projeto europeu. Por isso mesmo é que o S&D tem hoje deputados eleitos nas listas do Partido Socialista português, do PSOE de Espanha, do Partido Social Democrata austríaco, do Partido Social Democrata dinamarquês, do Partido Social Democrata sueco, entre tantos outros, num total de 38 partidos dos 27 Estados Membros. E, como se compreende, nunca poderia ter deputados de partidos como o Vox (da extrema direita espanhola, integrado no Grupo ECR), ou o Rassemblement Nationale (da extrema direita francesa, integrado no Grupo ID), ou o Forza Italia (da direita populista de Sílvio Berlusconi, integrado no Grupo PPE).

 

 

A história e a atualidade das prioridades da ação política do Grupo S&D radicam hoje como ontem, na profunda convicção de que a justiça social e a liberdade são o esteio da dignidade humana, esteio pelo qual vale a pena e deve sempre valer a pena lutar.

 

 

Hoje, no S&D trabalhamos juntos por uma Europa Social, ou seja, por uma Europa mais inclusiva, que gere igualdade de oportunidades (na educação, no emprego, no acesso à habitação e a salários dignos) para todos e para todas, sem discriminação em função da origem social, da cor da pele, do género, da orientação sexual, da etnia, da pertença cultural, das deficiências, dos credos, da idade. Trabalhamos por uma Europa mais sustentável, capaz de gerar novos sistemas de produção e de consumo que não delapidem os recursos finitos do planeta, trabalhamos por uma Europa que consiga também ser líder na inovação e na investigação. Trabalhamos por uma Europa solidária, capaz de criar sistemas de acolhimento e de inclusão dos migrantes e dos refugiados orientados por uma visão verdadeiramente humanista. Trabalhamos enfim, por uma Europa de que os nossos jovens possam sentir orgulho e vontade de nela viver e de por ela lutar.